terça-feira, 22 de agosto de 2017

Joaquim Branco e Ronaldo Werneck lançam livros


Joaquim Branco (“Refugiados”) e Ronaldo Werneck (“Sob o signo do imprevisto”) lançam livros juntos no próximo dia 09 de setembro, a partir de 19 horas, na Chácara Dona Catarina, em Cataguases. Não é lá muita novidade esse lançamento em conjunto, dada a longa amizade entre os dois poetas. Longa e proveitosa: como veremos mais adiante, acabou que um escreveu sobre o livro do outro e o outro também escreveu sobre o livro do outro.
Tudo dentro da mais perfeita mineiridade. 

Vem do longe de suas mocidades a ligação entre os poetas cataguasenses Joaquim Branco e Ronaldo Werneck, uma amizade que já dura pra lá de meio século. Eles pintaram (perdão, escreveram) e bordaram (perdão, desenharam gráfica e visualmente seus poemas) desde o início dos anos 1960, editando suplementos literários e jornais “de vanguarda”, como se dizia à época, com repercussão até mesmo internacional. O Muro, de 1962; SLD, de meados dos 60; Totem e Tabu, anos 70/80. 

Participaram também dos vários movimentos poéticos que foram surgindo – concretismo, práxis, poema processo, poema postal – e seus poemas visuais foram publicados no Brasil e lá fora. Criaram ainda peças de teatro e dois festivais de música & audiovisual (1969-1970) que deram o que falar em todo o país. E a atividade conjunta dos dois não para: nos últimos anos continuaram a editar alguns suplementos literários esparsos e recentemente realizaram uma grande exposição em homenagem aos 90 Anos da Revista Verde, editada em Cataguases na década de 1920. 

sábado, 19 de agosto de 2017

Aniversário de Cora Coralina



Há 118 anos, no dia 20 de agosto nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a nossa Cora Coralina, em Goiás. Poeta e contista, publicou seu primeiro livro em 1965: Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Faleceu no dia 10 de abril de 1985.

Conheçam algumas de suas frases neste endereço.






sexta-feira, 18 de agosto de 2017

IV Concurso Literário: Cerimônia de Premiação


No próximo dia 25 de agosto serão conhecidos os vencedores do IV Concurso Literário da ALLA, em Cerimônia que será realizada no Auditório do CEFET Campus III Leopoldina.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

IV Concurso Literário: seleção de finalistas

Conforme determinado pelo Artigo 19 do Regulamento do IV Concurso Literário da ALLA, informamos as obras selecionadas por categoria e modalidade, em ordem alfabética do pseudônimo dos autores selecionados.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Círculo de Leitura de Agosto

Este mês vamos conversar sobre os livros O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe e Capitães da Areia, de Jorge Amado.
Quinta-feira, dia 17 de agosto, às 18 horas, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira.
Contamos com sua presença!

sábado, 12 de agosto de 2017

Dimitri no Sarau Literário



Participação de Dimitri no Sarau deste dia 12 de agosto de 2017 reforça o desejo da Academia Leopoldinense de Letras e Artes de continuar promovendo o encontro de gerações em torno da poesia, da música, da arte.

Poesia e arte no Sarau Literário

Pedro Américo de Farias se apresenta no Museu Espaço dos Anjos

Sarau Literário: música e arte

Hugo Brum e Gabriela Sobral se apresentam no Museu Espaço dos Anjos, em mais um Sarau Literário promovido pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina.

Sarau Literário 12 agosto 2017

Hoje teve Literatura de Cordel no Sarau, a presença de Fabrício Manca declamando sua poesia classificada no 4º Concurso Sesi de Literatura

e a estreia de novos participantes

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado, criança e atividades ao ar livre
Clara Melo Amaro
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, sapatos e atividades ao ar livre
Dimitri
   
                     
O Sarau de setembro será no dia 16. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2017

Inscrições Abertas

Edital destina o total de R$ 258 mil para os vencedores desta edição. Projetos podem ser inscritos até o dia 10 de outubro

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), lançou de mais uma edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, uma das principais premiações do segmento no país. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia 10 de outubro deste ano. O edital completo encontra-se disponível neste link.

O prêmio tem como objetivo divulgar a literatura brasileira, a partir do reconhecimento de grandes nomes nacionais e também por abrir espaço para os jovens escritores mineiros. São quatro as categorias: “Poesia”, “Ficção”, “Conjunto da obra” e “Jovem Escritor Mineiro”. O valor total da premiação é de R$ 258 mil.

Segundo a SEC, investir em literatura é fomentar o contato com as diversas formas de compreender o mundo, bem como ampliar o espaço de leitura e reflexão, como via para promover uma sociedade mais plural, com capacidade de pensamento crítico. Além disso, é também uma maneira de contribuir para a melhoria da qualidade de vida por meio da educação.

Partindo desse entendimento, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura tem revelado e reconhecido grandes fazedores da escrita. Na categoria “Conjunto da Obra”, por exemplo, já foram homenageados Adélia Prado (2016), Fábio Lucas (2015), Ferreira Gullar (2013), Rui Mourão (2012), Affonso Ávila (2011), Silviano Santiago (2010), Luís Fernando Veríssimo (2009), Sérgio Sant’Anna (2008) e Antonio Candido (2007).

Em 2016, a obra vencedora na categoria “Ficção (Romance)” foi “Floresta no Fim da Rua, de Silvio Rogério Silva (SP). As menções honrosas foram para a obra “Começo em Mar”, da escritora Vanessa Maranha, e para “Pela primeira vez em muito tempo”, de Vinícius Bopprê Oliveira. Já na categoria “Poesia” a obra vencedora foi “Um Carro Capota na Lua”, do autor Tadeu de Melo Sarmento (PE). O “Jovem Escritor Mineiro” foi Jonathan Tavares Diniz (MG), que venceu com o projeto “Cólera”.

Premiações e novidades

Do valor total de R$ 258 mil, a distribuição ocorre da seguinte forma: as categorias “Poesia” e “Ficção (Romance)” recebem R$ 30 mil cada; o homenageado pelo “Conjunto da obra” recebe R$ 150 mil, enquanto o vencedor na categoria “Jovem Escritor Mineiro é agraciado com seis parcelas de R$ 8 mil (totalizando R$ 48 mil) para a pesquisa e elaboração de um livro.

A inovação do edital 2017 está na ampliação do limite de idade para a inscrição na categoria “Jovem Escritor Mineiro”, que passou de 18 para 32 anos. O autor precisa ser nascido em Minas Gerais ou residente no estado há pelo menos cinco anos. Nas categorias “Poesia” e “Ficção (Romance)”, o Prêmio é aberto a escritores iniciantes e/ou profissionais, maiores de 18 anos, nascidos (ou naturalizados) e residentes em território nacional. Cada participante pode inscrever apenas uma obra inédita por categoria.

A categoria “Conjunto da Obra” não recebe inscrições. Uma comissão especialmente designada indica um autor cuja obra seja, em seu conjunto, de inegável qualidade e relevância para a literatura brasileira, e que tenha também contribuído de maneira decisiva para novos rumos da produção e/ou crítica literárias brasileiras.



Serviço:
Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura
Inscrições abertas: até 10 de outubro de 2017 
Endereço para entrega de propostas:
Diretoria de Publicações e Suplemento Literário de Minas Gerais
Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG
CEP: 3014-010
Entrega presencial (das 10h às 17h) ou via Correios
Informações: (31) 3269-1142 ou suplemento@cultura.mg.gov.br


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A Pedra, poesia de Fabrício Manca

Fabrício Manca em foto de arquivo do jornal Leopoldinense
Fabrício Manca em foto de arquivo do jornal Leopoldinense

O leopoldinense Fabrício Manca foi a Belo Horizonte defender sua poesia A Pedra, na finalíssima do 4º Concurso Sesi de Literatura, dia 5 de agosto de 2017. A obra foi selecionada, por membros da Academia Mineira de Letras, como uma das finalistas entre as 625 inscritas, de 92 municípios mineiros. 
Fabrício Manca, o representante de Leopoldina neste importante concurso literário!


A pedra


(Fabrício Manca)


A pedra que acertaste em minha testa
É tão fria quanto tua mão que a molesta
Tão rígida quanto seu coração sombrio
Na noite que juraste ferir-me por amor
Restou-me apenas espinhos de uma flor
Que morrera de tristeza, câncer e frio

Perdi o caminho de casa naquela noite triste
Vi as desgraças reunidas, mas tu, tu não viste
Testemunhei a queda humilhante dos vitrais
Vi a agonia divertir-se enquanto esquartejava
Minha alma, tu não vira, a essa hora já estava
Recolhendo os cacos da dor que me ardia mais

Meu coração, assim como fígado de Prometeu
Regenerou-se tão rápido quanto você o comeu
Para que no dia seguinte voltasse a devorá-lo
E assim, dia a dia, o meu sofrimento eterno ia, ia…
E quanto maior meu coração, mais você o comia
Eternizando assim a agonia de não poder pará-lo

Eu era um desgraçado esmolando flor no paraíso
Oferecendo a eternidade em troca do seu sorriso
Ao som sarcástico das gargalhadas dos cupidos
Que no submundo do Éden, traficavam os amores
Arrancando a alma e a dignidade desses senhores
Em troca de todos os valores não correspondidos

E assim, no nível mais inferior da minha loucura
Eu observava tua cria porca com tamanha paúra
Que em meio a tantas quimeras e abstrações
Era ela, a fera mais desorientada, rústica e louca
Que carregava no vermelho quente da sua boca
O sangue fresco de todos os sôfregos corações

Como Atlas que carregava o peso do firmamento
Sobre minhas costas eu tinha todo o sofrimento
Dos bilhões de amores perdidos naquele segundo
Eu gemia só, aquela dor, com tamanha intensidade
Que tal era o peso do desespero da humanidade
Era assim, sobre minhas costas, o peso do mundo

Era a voz da alma que me esgoelava toda tristeza
E na afasia desesperadora da minha língua presa
Eu ruminava restos podres de poesias esquecidas
Eu era como o beato que se entrega ao ateísmo
O Poeta desacreditado que se joga nesse abismo
Onde jazem todas as inspirações desaparecidas

Não, não me negaram flores no dia seguinte
Não me era o Natal, era-me sim, por conseguinte
O dia derradeiro em que hoje comemoro a morte
O dia em que os monstros me comeram a psique
Com a beleza de quem monta um piquenique
Para devorar o fraco que se mostrar mais forte

E foi de manhã, numa súbita crise de sanidade
Que me vi dominar o amor com tanta habilidade
Que ele me parecia no colo, um filhote vulnerável
E antes que crescesse e me devorasse por inteiro
Fiz com que gritasse e se escondesse no bueiro
Onde esconde todo sentimento hostil e miserável

A pedra ainda ardia minha testa quando adormeci
E durante o sono, em um pesadelo, foi que eu vi
Que amar tanto assim, é que me foi o maior erro
Eu acordei na mais completa e absoluta solidão
E descobri sob os escombros do meu coração
Que o amor morreu e eu não fui ao seu enterro

domingo, 6 de agosto de 2017

Imagina como seria

No último dia 4 de agosto, na cerimônia de posse de Cláudio Guerson, o novo acadêmico da ALLA, e da outorga do título de Sócia Honorária a Francis Paulina, a acadêmica Zezé Salles declamou este belo poema.


Imagina como seria
de Fábio Brazza

Imagina como seria
O nosso querido Brasil
Se na matéria estudantil
Se incluisse a poesia
Se nosso prato do dia
Fosse o verso dum poeta
Uma dieta seleta
Pra deixar a mente sadia
De Antonio Gonçalves Dias
A poesia concreta


E que tivesse na merenda
Um poema por semana
Bastante Maria Quintana
Pra que a molecada aprenda
Com graça e curiosidade
O quanto aprender é bom
De Chico, Vinicius, Tom
A Carlos Drumond de Andrade
E que na hora do Recreio
Entre vivas e salves
A criançada em anseio
Clamasse por Castro Alves

Imagina como seria
Se ao invés de celulares
Nossos jovens se distraissem
Lendo livros aos milhares
Seriam suas mentes mais lúdicas
Imagina se as escolas públicas
fossem iguais as particulares
Se Augusto de Campos e Sergio Vaz
Fossem nossos artistas populares

Hoje em dia as músicas são tão pobres
Não consigo ver nenhuma vantagem
Numa letra sem vida
Totalmente desprovida
de qualquer mensagem

Se a gente é o que ouve
Se a gente é o que lê
Agora dá pra entender
Com nossos jovens o que houve
Mas imagina se ao invés
de ostentação e pornografia
Eles recitassem cordéis
e ostentassem poesia
se eles lessem Gabriel Garcia
Mario Vargas Lhoza
escutassem Mercedes Sosa e Paco de Lucia
Se soubessem que foi Vicente Huidobro
Talvez aprendessem o dobro
Do que aprendem hoje em dia

Mas é que sabotaram
a educação brasileira
É perda de tempo ouvir hip hop
o que não dá ibope é besteira
A Midia nos entope
com o lixo do pop
e não com Manoel Bandeira
A Mídia nos dopa
Com novela e copa
e o povo feito tropa
caminha alienado
mas este caminhar restrito
não é o mesmo descrito
por Antonio Machado
Aliás quem sabe quem foi
Antonio Machado?
Não te culpo se não sabia
eu também não saberia
se não tivessem me contado.

Eu sei que este mundo que eu tenho imaginado
Não passa de uma utopia
Mas no meu ponto de vista
acredito que ele exista
pois tudo existe aonde existe poesia
por isso faço a minha parte
Pra disseminar sabedoria
Pra que ao menos a nossa arte
Não se transforme em mercadoria
Cada verso é um resgate
Em nome da poesia
Pra que essa sociedade vazia
Pouco a pouco não lhe mate.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Capitães da Areia: audiolivro

Se você prefere ouvir, aí está uma sugestão de audiolivro do canal Ronald Zaulla. Esta obra que será comentada no Círculo de Leitura do próximo dia 17 de agosto.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

Na última quarta-feira, dia 25/07/2017, a Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina publicou o edital do 26º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos. 

Nesta edição, a comissão organizadora será composta exclusivamente por membros da Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina. Portanto, para esclarecer qualquer dúvida a respeito do concurso o candidato deverá entrar em contato através dos e-mails e telefones que constam no edital. 

Atenção: é importante a leitura completa do Edital antes de fazer a inscrição.

Principais informações:

· Acessar edital completo neste endereço
· Período de inscrição: de 07 de agosto de 2017 (a partir das 8 horas) ao dia 01 de setembro de 2017 (até 18 horas);
· Preencher a Ficha de Inscrição online e a Ficha de Inscrição anexa ao edital com as mesmas informações;
· A Ficha de Inscrição e as 5 vias da poesia deverão ser entregues diretamente no Museu Espaço dos Anjos (endereço no Edital), ou enviadas via correio, sempre dentro do período de inscrição;
· Divulgação das 20 poesias finalistas: 30 de outubro de 2017;
· Cerimônia de premiação: 10 de novembro de 2017.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Capitães da Areia, o filme

Uma das obras do nosso próximo Círculo de Leitura, este livro de Jorge Amado é aqui apresentado pelo trailer do filme de 2011.


Os "Capitães da Areia" - Pedro Bala, Professor, Gato, Sem-Pernas, Boa Vida e Dora são personagens que Jorge Amado um dia criou para habitarem eternamente na memória de seus leitores. Abandonados por suas famílias, eles são obrigados a lutar para sobreviver pelas ruas de Salvador. Mais atual do que nunca, a história destes personagens imortais da literatura mundial nos emociona e inspira de forma profunda.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Posse na Academia

No próximo dia 4 de agosto, no auditório da Câmara Municipal de Leopoldina, A ALLA realizará a cerimônia de posse do novo acadêmico Cláudio Guerson e a outorga dos títulos de Sócios Honorários a Francis Paulina e Joaquim Branco. Contamos com sua presença.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Círculo de Leitura: Valter Hugo Mãe

A segunda obra a ser comentada no próximo Círculo de Leitura, dia 17 de agosto, será de Valter Hugo Mãe: O filho de mil homens.

O vídeo abaixo é do dia do lançamento no Brasil, 7/05/2012, pela Cosac Naify.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Círculo de Leitura: agosto de 2017

A próxima reunião do Círculo de Leitura acontecerá no dia 17 de agosto, quando serão comentadas duas obras. Uma delas, de Jorge Amado, é Capitães da Areia, de 1937.





O tempo vai fechando de vez no país. É a ditadura do Estado Novo que se implanta. Recolhido na cidade de Estância, no interior de Sergipe, Jorge Amado começara a escrever um outro livro, terminando a sua redação já a bordo do navio Rakuyo Maru, em viagem para o México. É Capitães da areia.
Uma história dos meninos-de-rua da Bahia, na década de 30. Narrativa do amor de Dora e Pedro Bala. Peripécias do bando de menores que perambula perigosamente pelas ruas e pelo cais de Salvador, cidade “negra e religiosa”, onde se projeta a personalidade da ialorixá Aninha, mãe-de-santo do Ilê Axé Opô Afonjá. Dora morre, doente, no trapiche enluarado. Pedro Bala é preso, foge, mete-se em greves de estivadores, até que se converte em “militante proletário, o camarada Pedro Bala”. O problema é que o livro é publicado em 1937, logo em seguida à implantação do Estado Novo, regime violentamente anticomunista. Assim, a edição é apreendida – e exemplares do livro são queimados em praça pública, na Cidade da Bahia, por representantes da ditadura. Mas de nada adiantou. Quando pôde voltar à cena, Capitães da areia conquistou o grande público e é ainda hoje um dos maiores sucessos de Jorge Amado.

Se você já leu, venha conversar conosco e apresentar suas impressões. Se ainda não conhece, aceite nosso convite para ler e participar do nosso encontro dia 17 de agosto, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Notícia sobre as inscrições para o IV Concurso Literário

Em fevereiro de 2017, a Academia Leopoldinense de Letras e Artes publicou o regulamento de seu IV Concurso Literário. A partir de então, ficamos sempre na expectativa, pois lançar um Concurso Literário é sempre um desafio para todos nós. Muitas incertezas pairam. Será que teremos candidatos? Como será a recepção nas escolas? Será que os professores incentivarão seus alunos? Será que os alunos se interessarão em participar de um concurso nestes tempos de tanta distração promovida pelas mídias?

Mas, apesar das apreensões, ficamos sempre na esperança de termos público para a empreitada. A cada edição, procuramos aperfeiçoar o regulamento para que seja sempre mais claro e abrangente e, também, esclareça as dúvidas do ano anterior. A cada edição, estamos, como costumamos dizer, “fazendo um trabalho de formiguinha” e vamos conquistando nosso público. 

Nesta edição, ampliamos as categorias das inscrições que foram direcionadas para: Poesia, Cartum/Charge, Conto, Resenha, Crônica e Relato de Experiência. Essa última direcionada para um público muito específico: os professores. Foi uma tentativa de homenagear aqueles que se destacam em suas práticas pedagógicas e promovem uma reflexão sobre a profissão.

Enfim, após o término do período de inscrições, tivemos um saldo muito positivo. Foram 256 obras inscritas, sendo: 205 autores de 35 cidades, 19 escolas e 21 professores envolvidos.

Um dado que não podemos deixar de comentar é a participação dos escritores/estudantes do município de Leopoldina: 98 da cidade, 28 de Tebas, 7 de Piacatuba e 3 de Providência. Recebemos também inscrições das vizinhas Cataguases – e de seu distrito Vista Alegre, Recreio e Muriaé. Um reflexo de que nossa região está atenta às manifestações culturais e que a ALLA está conseguindo trilhar um caminho para despertar o autor adormecido dentro de muitos por aí.

Nosso Concurso Literário atraiu, ainda, inscrições de autores das mais diversas regiões do país: : Baependi/MG, Batatais/SP, Belém/PA, Blumenau/SC, Boituva/SP, Brumadinho/MG, Cabo Frio/RJ, Carmo/RJ, Coaraci/BA, Curitiba/PR, Itararé/SP, Ituverava/SP, Jacareí/SP, Jacarezinho/PR, Juiz de Fora/MG, Montes Claros/MG, Natal/RN, Ourinhos/SP, Porto Feliz/SP, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Santa Maria/RS, São Carlos/SP, São Paulo/SP, Taubaté/SP e Uberlândia/MG. É a ALLA levando o nome de Leopoldina para o Brasil.

Diante desse sucesso, só temos a agradecer a confiança em nós depositada.

Aproveitamos para lembrar aos inscritos que a seleção dos finalistas será divulgada dia 15 de agosto e a cerimônia de premiação acontecerá no dia 25 de agosto, no auditório do CEFET/MG, em Leopoldina.

Por
Glaucia Maria N Costa de Oliveira
Nilza Cantoni
Secretárias da ALLA

terça-feira, 4 de julho de 2017

Comemoração de 1 ano do Círculo de Leitura

Com a participação de estudantes, professores e demais pessoas interessadas, a Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho ofereceu um ambiente acolhedor e estimulante para comemorar 1 ano do Círculo de Leitura da ALLA. 
Além da leitura de trechos de obras dos autores escolhidos, houve espaço para perguntas, além de declamação e música a cargo do grupo Antique.

Sarau Literário: julho

Com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, no próximo sábado será realizado o Sarau Literário do mês de julho.

sábado, 1 de julho de 2017

Comemoração de 1 ano de Círculo de Leitura

Grupo Antique participa da comemoração de 1 ano dos Círculos de Leitura da ALLA, nos jardins da Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho.
No clima da exposição Oxente, o nordeste é o tema deste Sarau. 
O poeta e músico Antônio Marcos também trouxe música alusiva ao tema.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

1 ano de Círculos de Leitura


No dia 14 de junho de 2016 foi realizado o primeiro encontro organizado pela acadêmica Begma Tavares Barbosa, reunindo pessoas interessadas na leitura literária, na formação de leitores literários na escola e na troca de experiências sobre práticas de leitura. 


Para comemorar um ano dos nossos Círculos de Leitura, e no clima da exposição Oxente, vamos nos reunir para conversar sobre autores nordestinos. 

A Academia Leopoldinense de Letras e Artes convida para uma confraternização literária. Os participantes habituais já escolheram seus autores prediletos, acima indicados. Escolha também um autor do nordeste que lhe agrade e venha participar do encontro especial que será realizado no próximo dia 1 de julho, das 10 às 12 horas, na Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O Meu Pé de Laranja Lima

Mais um podcast de Allan Villela Barroso: Capítulo 1


Rádio Poeta - www.radiopoeta.worpdress.com

A Rádio Poeta tem o orgulho de apresentar o primeiro capítulo do Programa Literário "O Meu Pé de Laranja Lima", livro de José Mauro de Vasconcelos. O programa será dividido em duas partes: a primeira composta por 5 Podcasts e a segunda com 9 Podcasts Literários, seguindo os capítulos da primeira edição do livro.
O programa, ainda em fase realização, pretende difundir esta importante obra da literatura brasileira. Pelo formato de Podcast Literário, esperamos alcançar diferentes públicos e gerações para a apreciação deste livro atemporal.
O segundo capítulo sairá nas próximas semanas! Acompanhe o blog e siga nossas redes sociais para receber atualizações.
Edição e narração: Alan Villela
Músicas: Avè libertas (Aurora Luminosa: música brasileira no alvorecer do séc. XX), de Leopoldo Miguez. / Werther (Aurora Luminosa: música brasileira no alvorecer do séc. XX), de Alexandre Levy. / Casinha da Colina de FRANCISCO PETRÔNIO DILERMANDO REIS.

Capítulo 2:


Meu Pé de Laranja Lima ou O Meu Pé de Laranja Lima  é um romance juvenil, escrito por José Mauro de Vasconcelos e publicado em 1968. Foi traduzido para 52 línguas e publicado em 19 países, sendo adotado em escolas e, posteriormente, adaptado para o cinema, televisão e teatro.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Bandeira de Mello, advogado e escritor

Lydio Machado Bandeira de Mello nasceu no dia 19 de junho de 1901 em Abaeté e faleceu em Belo Horizonte aos 30 de setembro de 1984. É patrono da Cadeira nº 23 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Leia Mais...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Últimos dias de inscrições para o IV Concurso Literário da ALLA

Atenção: é só até quarta, dia 14 de junho. Participe! Faça sua Inscrição.

Estão abertas as inscrições para o IV Concurso Literário da
Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Já começaram a chegar as inscrições.

Hoje, primeiro dia de inscrições para o IV Concurso Literário da ALLA, alguns candidatos já entregaram o material.


E você? Vai participar com poesias, contos, crônicas ou cartuns?
Você, professor, já preparou seu Relato de Experiência? 
E você, professora, escreveu uma Resenha ou um Relato?

Lembrem-se: as inscrições serão encerradas no próximo dia 14 de junho.
O período é curtinho. Então, faça já a sua!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Notícias do último Sarau Literário

No último dia 20 de maio, o Sarau Literário da Academia Leopoldinense de Letras e Artes contou com uma apresentação da obra As Naus, de Antônio Lobo Antunes, a cargo da acadêmica Maria José Ladeira Garcia. 
A manhã chuvosa deu um colorido diferente a este evento mensal, sempre realizado na casa do poeta maior, o nosso patrono Augusto dos Anjos. A temperatura agradável criou um ambiente aconchegante para declamações e música.
O próximo Sarau acontecerá no dia 10 de junho, quando outro autor será apresentado. Contamos com a sua presença!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Círculo de Leitura

Matéria publicada na edição 331 no jornal Leopoldinense de 16 de maio de 2017

Muito se diz sobre a leitura ser um hábito solitário. Talvez por esta razão uma prática venha crescendo entre os amantes da leitura: a formação de grupos que se reúnem mensalmente para conversar sobre o livro do mês. Os Círculos ou Clubes de Leitura das capitais têm sido abordados em jornais e chegou a vez de noticiar o que vai pelas lides literárias de Leopoldina. Há quase um ano, sob a direção da acadêmica Begma Tavares Barbosa, a Academia Leopoldinense de Letras e Artes formou o seu Círculo de Leitura.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, as primeiras reuniões foram realizadas no Museu Espaço dos Anjos e posteriormente foram transferidas para o Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira. Em uma das salas da Biblioteca Municipal Luiz Eugênio Botelho, um grupo vem se reunindo para comentar e trocar ideias sobre a leitura do mês. 

Além do livro escolhido para ser comentado, é comum que um dos participantes informe aos demais, através do grupo de troca de mensagens instantâneas, que está lendo tal ou qual obra. Desta forma, pode surgir o interesse de outro participante que inclui o título em seu rol de leituras programadas. E assim vão surgindo “identidades literárias” antes insuspeitas. 

O Círculo de Leitura é aberto a todos os interessados. É um espaço onde os leitores se encontram pelo prazeroso exercício da fruição literária. Venha conhecer o grupo! Nosso próximo encontro será no dia 18 de maio, às 18 horas, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira. Este mês estamos lendo O triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Você ainda não conhece a obra? Venha saber como ela foi vista pelos participantes do nosso Círculo de Leitura. Já conhece? Então, venha compartilhar conosco as suas impressões.

Nota: brevemente publicaremos a programação do mês de junho,
comemorando um ano de existência do Círculo de Leitura dad ALLA.



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Maria Machado Rodrigues, educadora

Há 106 anos nascia, em Leopoldina, Maria Machado Rodrigues, falecida no Rio de Janeiro no dia 17 de janeiro de 2005. Professora em escola rural, a educação foi sua missão. Patrona da Cadeira nº 6 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Por quê ler Lima Barreto hoje?

Esta e outras questões são respondidas pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarck em entrevista concedida esta semana para a Revista Cult, sobre o autor escolhido para a leitura deste mês no Círculo de Leitura.


"Publicado em 11 de mai de 2017
A historiadora, mestre e doutora em antropologia lança, em junho, a biografia "Lima Barreto, triste visionário" (Cia. das Letras). Diferente de outras obras sobre a vida do autor carioca, o livro de Schwarcz vai abordar questões de raça e gênero, que demarcaram a vida e a obra de Barreto. 
À TV CULT, Lilia falou sobre a escolha do tema, a importância de ler Lima Barreto atualmente e separou algumas das obras mais importantes do autor para os dias de hoje."
Na próxima quinta-feira o próximo dia 18 de maio, às 18 horas,  esperamos você no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, para falarmos de Lima Barreto e sua obra O Triste Fim de Policarpo Quaresma.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Cidade de Leitores apresenta a literatura de Lima Barreto

 Este escritor tão peculiar foi muito bem abordado nos vídeos abaixo, produção Multirio.

"O programa fala sobre a vida e a criação literária do autor, que se manteve à margem das encenações sociais, viveu entre a genialidade e a loucura e entrou para a lista dos grandes escritores brasileiros. A apresentadora Leila Richers conversa com a jornalista Luciana Hidalgo, doutora em Literatura Comparada pela Uerj, e com o diretor Luis Antonio Pilar. Literatura da Urgência -- Lima Barreto no Domínio da Loucura é a segunda obra de Luciana Hidalgo sobre o escritor e ganhou um prêmio Jabuti. Já Luis Antonio Pilar dirigiu Lima Barreto, Ao Terceiro Dia, peça que mostra três dias vividos pelo autor de O Triste Fim de Policarpo Quaresma em um manicômio. A relação visceral do autor com a cidade e a linguagem à frente de seu tempo também estão em pauta."
Parte 1


Parte 2


Final


Esperamos por você no dia 18 de maio, às 18 horas, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, quando acontecerá o encontro deste mês do nosso Círculo de Leitura, no qual conversaremos sobre o romance O Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Policarpo Quaresma, o Herói do Brasil

O Círculo de Leitura deste mês será realizado no dia 18 de maio, as 18 horas, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira. Vamos conversar sobre o livro O Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


Aqui trazemos a comédia de 1998, dirigida por Paulo Thiago, com roteiro de Alcione Araújo, fotografia de Antônio Penido e trilha sonora de Sérgio Saraceni, produção de Gláucia Camargos / Vitória Produções Cinematográficas. Obra baseada no livro deste mês do nosso Círculo de Leitura, a apresentação do filme destaca que 
"Policarpo Quaresma é um sonhador, um visionário que ama seu país e deseja vê-lo tão grandioso, segundo crê, pode chegar a ser. Para isso, está disposto a tudo, até sacrificar a própria vida. Ingênuo, eloquente, defensor da ciência e da ética, patriota indignado, generoso com os humildes e fiel a seus amigos, Policarpo batalha incansavelmente por suas próprias idéias."


segunda-feira, 24 de abril de 2017

As Histórias em Quadrinhos e a Escola



A acadêmica Natania Nogueira convida para o lançamento de seu livro no próximo dia 9 de maio, às 20:30 horas, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, em Leopoldina, MG.

sábado, 22 de abril de 2017

Augusto de Lima, jurista e poeta

Antonio Augusto de Lima viveu em Leopoldina onde foi Juiz Municipal. É patrono da Cadeira nº 18 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

Templo Cultural Delfos: Augusto de Lima - o poeta: Augusto de Lima - fonte: ABL Antonio Augusto de Lima , poeta, magistrado e político, nasceu em Congonhas de Sabará [hoje Nova Lima], MG,...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Podcast literário: O Meu Pé de Laranja Lima



Publicado em 1 de abr de 2017Rádio Poeta - www.radiopoeta.worpdress.com
A Rádio Poeta tem o orgulho de apresentar o primeiro capítulo do Programa Literário "O Meu Pé de Laranja Lima", livro de José Mauro de Vasconcelos. O programa será dividido em duas partes: a primeira composta por 5 Podcasts e a segunda com 9 Podcasts Literários, seguindo os capítulos da primeira edição do livro.
O programa, ainda em fase realização, pretende difundir esta importante obra da literatura brasileira. Pelo formato de Podcast Literário, esperamos alcançar diferentes públicos e gerações para a apreciação deste livro atemporal.
O segundo capítulo sairá nas próximas semanas! Acompanhe o blog e siga nossas redes sociais para receber atualizações.
Edição e narração: Alan Villela
Músicas: Avè libertas (Aurora Luminosa: música brasileira no alvorecer do séc. XX), de Leopoldo Miguez. / Werther (Aurora Luminosa: música brasileira no alvorecer do séc. XX), de Alexandre Levy. / Casinha da Colina de FRANCISCO PETRÔNIO DILERMANDO REIS.
Rádio Poeta ~ Podcasts Literários

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sonhar, acreditar e construir possibilidades

Relato de Experiência 
pela acadêmica Ana Cristina Miranda Fajardo
 "Educar para além dos muros da escola". Esse sempre foi o meu propósito como educadora. Acredito numa educação que ultrapasse o ambiente escolar. Partindo desse princípio, a E E Justiniano Fonseca [distrito de Tebas, Leopoldina, MG] inscreveu-se em todas as edições da OLP - Olimpíada de Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro. Nas três últimas, vibramos com a classificação de nossos alunos na etapa municipal, respectivamente, memória literária, poema e agora, poema e crônica.

Sonhos são sonhos! Cada um tem os seus... Sempre sonhei – e venho trabalhando incansavelmente para isso - em ver um aluno classificado para a etapa regional. Vivenciar a participação nas oficinas, aprofundar conhecimentos, dividir experiências com educadores de todo o Brasil, enfim, respirar diversidade. É chegado o momento da concretização desse sonho. Não cabem no peito a felicidade e a ansiedade.
Apesar de a OLP ser bienal, incluo-a em meu planejamento anual. Motivo a participação dos alunos, usando como estratégia a apresentação dos textos de nossos alunos vencedores nas edições anteriores.
Segundo Fernando Sabino, "crônica é tudo o que o autor chama de crônica." Como definir esse gênero então? Como ensiná-lo como um gênero único? Na E E Justiniano Fonseca, o trabalho com a crônica inicia-se no sétimo ano. Nessa etapa escolar, é trabalhada a crônica narrativa. Provavelmente, por esse motivo, os alunos costumam confundi-la com conto. No nono ano, logo no início do ano letivo, novamente a crônica é trabalhada, não mais somente no viés literário. Esse momento é usado como marco oficial de nossa participação nas oficinas. Os alunos leem, debatem, produzem vários textos que são analisados e também discutidos em grupo.
Aproveito a sequência didática oferecida no caderno do professor, mas não a sigo à risca, uma vez que procuro adaptá-la à realidade dos meus alunos, oferecendo condições para que sejam protagonistas em seu processo de aprendizagem. Dessa forma, na preparação para a produção, este ano, segui os passos descritos a seguir.
Nosso primeiro momento foi no laboratório de informática. Lá, apresentei a eles o Portal da Olimpíada de Língua Portuguesa e todo o material sobre o gênero crônica. Em outra oportunidade, voltamos ao laboratório para a leitura das crônicas vencedoras nas edições anteriores. Essa aproximação com textos reais, de vencedores de outras edições, tranquilizou-os e motivou-os. Isso pôde ser percebido pelos comentários feitos durante a leitura e discussões em grupo.
Outra oficina realizada foi a de leitura da coletânea, seguida de considerações por parte dos alunos. Instiguei-os a dizer qual mais agradou, por qual motivo e qual a relação destas crônicas com as que foram lidas anteriormente.
O passo seguinte foi relacionado à temática proposta. Nesse momento, entrou o olhar fotográfico. Pedi que fechassem os olhos e mentalizassem o que motivaria uma crônica relacionada ao lugar em que eles vivem e conhecem muito bem. Esse olhar profundo e reflexivo foi possível, pois os alunos vivem em um pequeno distrito, onde os detalhes já se encontram na memória. Ainda nessa dinâmica, cada um foi expondo seu olhar. Inclui-me na dinâmica, compartilhando o meu olhar, provocando reflexões, favorecendo o debate de ideias, a avaliação, os aprendizados mútuos e a beleza dos pequenos e sutis detalhes que compõem um cenário coletivo, a partir de cada olhar individual. Nessa “colcha de olhares”, a construção de crônicas foi fecundada.
Enfim, foi chegado o momento da primeira produção. Em ambiente propício, usando de duas horas/aulas, nós começamos a escrever. Digo nós porque, mais uma vez, inseri-me no processo. Também produzi uma crônica, retratando o meu olhar sobre determinada pessoa que vejo, todos os dias, ao chegar a Tebas. Essa pessoa sempre me instigou, mas nunca perguntara sobre ela. Só perguntei quando compartilhávamos nossos olhares. " Há anos trabalho no mesmo local. Há anos observo um senhor. Ele sempre traz nas mãos um galho de bambu, o qual vai desfolhando, folha a folha, lentamente... Quando me vê passar, faz um 'tinindo' e prossegue no seu ofício. E eu? Eu prossigo para o meu."
Após a primeira escrita, todos os alunos apresentaram-me seus textos. Orientei cada um, tanto oralmente quanto por escrito, discutindo as entrelinhas do texto e sugerindo mudanças e adaptações.
Em outro momento, foi feita a reescrita. Ao final, cada aluno leu seu texto para a turma, que mais uma vez foi protagonista, expondo sua opinião e fazendo intervenções. Outra reescrita foi realizada.
Como as TIC - Tecnologias da Informação e Comunicação estão, cada vez mais, presentes no processo educativo, cada aluno digitou seu próprio texto e enviou-o a mim, seja por e-mail, messenger ou WhatsApp. Fiz uma última correção, encaminhei a eles e, por fim, à comissão julgadora escolar, que teve uma tarefa árdua, com certeza, dada à qualidade das crônicas apresentadas.
Quando chegaram dois e-mails, em 24-08, com os dizeres "Parabéns! Um texto produzido em sua escola foi selecionado!", foi alegria em dose dupla. Pela primeira vez, dois textos selecionados. Ficamos extasiados e ansiosos, aguardando a próxima etapa. Em 10-10, a concretização do sonho. Novamente um e-mail com os mesmos dizeres, mas agora com a classificação para a etapa regional. Sensação indescritível!
Como a E E Justiniano Fonseca localiza-se em um pequeno distrito da cidade de Leopoldina, há apenas treze alunos, na faixa etária de 14 a 15 anos, cursando o nono ano. Com certeza, esse fato propiciou a participação da totalidade dos alunos. Segundo o aluno vencedor, "O momento em que escrevemos as crônicas foi maravilhoso, porque, diferente de qualquer outra olimpíada, não nos gerou nenhuma preocupação nem aquele sentimento estranho de ansiedade. Foi tudo na maior calmaria..."
Essa conquista inédita, com certeza, motivou todos. Daqui a dois anos, novos e mais profundos olhares surgirão sobre o local em que vivemos. Mas, daqui para frente, nossos olhares serão ainda mais perspicazes, porém, não menos sonhadores.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Semana da Gibiteca

Para comemorar os 10 anos da Gibiteca da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado, em Leopoldina, entre os dias 8 e 13 de maio acontecerão vários eventos. Clique nas imagens abaixo para ver a programação em tamanho maior.

Para mais informações, escreva para a Gibiteca

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Noite da Saudade na Academia Mineira de Letras



Sensibilizado por tudo o que se diz de belo, de bom e de verdadeiro, a respeito de quem motiva nossa presença aqui e agora, amparo-me no "Esto brevis et placebis" de Antônio Vieira e, simples e breve, reverencio a sacralidade deste magnífico recinto, depositário de tesouro precioso produzido e preservado por mentes brilhantes e operosas dos membros da Academia Mineira de Letras, onde, por mais de meio século, enquanto do lado de fora, movidas pelo vento da vaidade e da ambição, as pessoas falavam alto de coisas baixas, cá dentro, repito, por mais de meio século, Oiliam José falava baixo das coisas altas.
E, se é verdade que brilharão na eternidade, como as estrelas no firmamento, aqueles que ensinarem o caminho da verdade e da justiça, Oiliam José tem, hoje, assegurado, um espaço privilegiado de luz e de paz, porque verdade e justiça ele ensinou pela palavra e pela conduta. Para Oiliam José, o ato de assimilação de verdade e de justiça tornou-se um processo tão natural no seu cotidiano quanto os sentidos corporais de apreensão e percepção. Ele próprio, em "palavras iniciais" de sua obra "O Negro na Economia Mineira" enfatiza a supremacia da verdade ao afirmar que o Historiador e o Sociólogo vivem para a verdade. A verdade compõe a natureza de seu trabalho. Não é a verdade que pertence ao Historiador. É o Historiador que pertence à verdade.
Oiliam José, o advogado, professor, acadêmico, escritor polígrafo, cidadão íntegro e chefe de família dedicado, paciente e sábio, tinha sólidas convicções religiosas e era um católico de comunhão diária. E oportuno se faz lembrar aqui a afirmativa de Lacordère: "O homem manifesta sua real grandeza quando ele se põe de joelhos perante Deus". E Oiliam devia ter os joelhos bastante calejados. E o cientista Pasteur afirmara, certa feita, que "a pouca ciência afasta de Deus. A muita ciência aproxima de Deus". E Oiliam, sábio que era, sempre se manteve perto de Deus.
Para muitos, "sicut umbra transit vita". Para Oiliam, não. Muitas vidas passam como a sombra sem deixar sinais de sua existência. Com Oiliam não é assim. Seu legado de cultura, simplicidade, integridade e respeito às diversidades humanas deixa-o presente, de modo exemplar e edificante, na mente de quantos o conhecemos.
Oiliam, na casa de Deus, é padrinho de meu filho. Na casa do saber, é meu Patrono. É membro honorário da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Convidei-o para ser meu Patrono. E ele assim reagiu: "Luiz, estou um tanto confuso. Não estou entendendo. Todo Patrono de Acadêmico é pessoa já falecida. E eu ainda estou vivo". E eu lhe disse que Patrono é padrinho. E padrinho dá presente, mas só enquanto está vivo. E ele aceitou o convite, "ad gaudium et perpetuam vitae memoriam", para minha satisfação e perpétua, indelével e salutar lembrança e testemunho de vida.

Manifestação do acadêmico Luiz de Mello Sobrinho, em homenagem ao patrono de sua cadeira na ALLA.

sábado, 8 de abril de 2017

Acadêmicos de Muriaé visitam a ALLA

A Academia Leopoldinense de Letras e Artes teve grande prazer em receber os confrades da Academia Muriaeense de Letras, no Sarau Literário de abril, realizado no Museu Espaço dos Anjos.

Sarau Literário de abril

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Representantes do Grupo Antique se apresentaram no Sarau de 8 de abril 2017, no Museu Espaço dos Anjos.