sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sarau do Antique: imagens

Apresentamos algumas imagens do Sarau realizado no dia 29 de outubro, por gentileza do Coordenador da Casa de Leitura Lya Botelho Alexandre Moreira, que nos ofereceu as fotografias tomadas durante o concerto realizado em Homenagem ao Centenário de Morte de Augusto dos Anjos.

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Sarau do Grupo Antique, no Espaço Porão Odilon Barbosa, 29 de outubro de 2014

Oficina de Declamação: avaliação e imagens

A Oficina de Declamação, ministrada pelas acadêmicas Begma Tavares e Glaucia Costa, no dia 24 de outubro de 2014, foi um sucesso. Realizada em dois ambientes do Museu Espaço dos Anjos, contou com um público diversificado que deu um colorido especial ao evento. As vagas disponíveis foram totalmente preenchidas, indicando que poderiam ter sido programadas outras turmas.
Oficina de Declamação no dia 24 de outubro de 2014, Museu Espaço dos Anjos.
Com participantes de várias idades, alguns de outras cidades, a Oficina contou com representantes do Centro Educacional Conhecer, das Escolas Estaduais Justiniano da Fonseca e Judith Lintz, do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, além de alunos de outras instituições e de poetas diversos.

Oficina de Declamação no dia 24 de outubro de 2014, Museu Espaço dos Anjos.
Além de cumprirem o objetivo principal de abordagem das técnicas de declamação, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor o Museu Espaço dos Anjos.

Oficina de Declamação no dia 24 de outubro de 2014, Museu Espaço dos Anjos.
Durante o evento, surgiu uma reivindicação que foi devidamente anotada pelas organizadoras, com o intuito de incluir nos próximos eventos organizados pela ALLA: a realização de saraus poéticos.

Oficina de Declamação no dia 24 de outubro de 2014, Museu Espaço dos Anjos.
Recebemos, também, sugestões do pintor e poeta Viliam Dias de Oliveira, de Juiz de Fora, para outras atividades na área de criação e arte, para as quais ele se prontificou a colaborar diretamente.

Oficina de Declamação no dia 24 de outubro de 2014, Museu Espaço dos Anjos.
A Academia Leopoldinense de Letras e Artes agradece a participação de todos.


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Análise do resultado das inscrições para o 23º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

O 23º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos recebeu inscrições de 22 estados da federação. Só não há concorrentes do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. O maior número de inscrições veio do próprio estado de Minas Gerais, seguido de perto por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraíba que completam a lista dos cinco estados com mais poemas concorrendo.

Os inscritos residem em 143 diferentes cidades, conforme indicado no mapa:

Cidades de origem dos poetas inscritos no 23º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos.



































As dez cidades com maior número de inscritos, em ordem decrescente, foram:

Rio de Janeiro, RJ
São Paulo, SP
Belo Horizonte, MG
Leopoldina, MG
Juiz de Fora, MG
São José de Caiana, PB
Salvador, BA
Brasília, DF
Porto Alegre, RS
Cataguases, MG
Comparando-se o total de inscritos nos últimos anos temos o seguinte quadro:


Assim como em outros concursos do gênero, muitas inscrições foram invalidadas ainda na primeira fase. Nesta edição, 14,7% eram duplicatas provocadas pela dificuldade que os candidatos tiveram com a Ficha de Inscrição eletrônica. Houve, também, 14,3% de inscrições cujos autores não fizeram a remessa da documentação conforme determinado no item 5 do Edital. E já na fase de habilitação foram eliminados mais 2,4% das poesias inscritas por descumprirem outros itens do edital: mesmo pseudônimo para duas poesias, texto em prosa e postagem fora do prazo.

Assim, passaram para a fase de julgamento 411 (quatrocentos e onze) poemas, dos quais estão sendo selecionados os dez que irão para a grande final no próximo dia 14 de novembro, no Museu Espaço dos Anjos. Uma concorrência tão grande resulta numa filtragem mais aprimorada, elevando o nível final.

Histórico

O Concurso de Poesia Augusto dos Anjos foi criado pela servidora da Biblioteca Pública Municipal Luiz Eugênio Botelho, Maria Helena Vieira, e organizado pela equipe da Biblioteca. Há alguns anos, a organização passou para a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo. Na edição 2014, a Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA) está trabalhando juntamente com a Secretaria na organização de todo o concurso e, assim, foi montada uma equipe para cuidar da parte organizacional do evento. Um outro grupo da ALLA - composto por nomes com reconhecido saber literário - está encarregado da seleção das dez poesias finalistas.

A significativa elevação do número de participantes no Concurso reflete o trabalho de divulgação realizado pela equipe organizadora e só vem confirmar que a parceria entre a Secretaria Municipal e a ALLA foi uma decisão acertada.

Após o término das Homenagens pelo Centenário de Morte de Augusto dos Anjos, a Academia Leopoldinense de Letras e Artes fará uma reunião para avaliação do evento. Na ocasião a equipe organizadora apresentará o relato sobre o processo, os erros e acertos percebidos, e propostas para serem implementadas no próximo ano. Uma delas, observada nos primeiros dias de inscrições para o Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, refere-se à exigência de que o candidato seja brasileiro e que o concurso seja de âmbito nacional. A sugestão é que, futuramente, possam ser aceitas inscrições de estrangeiros, desde que os poemas sejam escritos em língua portuguesa.

31 de outubro no Museu Espaço dos Anjos

Centenário de Morte de Augusto dos AnjosCom uma programação ampla e variada, o Museu Espaço dos Anjos abre suas portas amanhã, dia 31 de outubro de 2014, para oficina de fanzine, apresentação musical, lançamento do livro Belo como um abismo e da exposição Mago das Cores pelo acadêmico Elias Fajardo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Novas imagens do evento de 24 de outubro de 2014

A noite de 24 de outubro, no Museu Espaço dos Anjos, foi movimentada por atividades variadas como parte das Homenagens pelo Centenário de Morte de Augusto dos Anjos. Após a abertura, a cargo de Amanda Almeida e Glaucia Costa, a acadêmica Maria José Ladeira Garcia fez a palestra Um olhar em Augusto dos Anjos, cujo resumo pode ser lido aqui.



Glória Barroso declamou poesias de Augusto dos Anjos. Vejam texto da acadêmica neste endereço.




A professora Margareth Franklin falou sobre sua pesquisa sobre Memória e Patrimônio Agrodescendente de Leopoldina.


Em seguida, a professora autografou o livro Cutubas: Clube de Negros, Território de Bambas.


Ao final do evento, confraternização e agradecimentos.

Viagem delicada entre a Fantasia e a Realidade

Com este título saiu a crítica de Ivo Cardoso, no caderno Prosa & Verso do jornal O Globo de 4 de outubro de 2014, sobre o livro Belo como um Abismo, de Elias Fajardo, que será lançado em Leopoldina na próxima sexta-feira, dia 31 de outubro, no Museu Espaço dos Anjos, às 19 horas, como parte das Homenagens pelo Centenário de Morte de Augusto dos Anjos.

Ei-la:

"Há mais coisas entre o Céu e a Terra, Horácio, do que podemos imaginar” (Hamlet. Ato 1, cena 5). “Belo como um abismo”, novo romance de Elias Fajardo, é um sopro de vento fresco, que rompe o ar sufocante que cerca boa parte dos lançamentos recentes de ficção nacional. Deve fazer a alegria dos que amam a narrativa não-realista, em vez de histórias envelhecidas, engessadas.

Os acontecimentos do livro se passam em 1987, a maioria no Rio de Janeiro. Os personagens centrais são Otávio e Aparecida, um casal entrando nos 40 anos, juntos há 15 — agora em estado de desamor. Otávio é bancário, caixa do Banco do Brasil; sonhador, não consegue fechar as contas no fim do expediente. Vive obcecado em escrever um poema definitivo, mas do qual só tem o título — o que dá nome ao romance. Aparecida, ex- militante de esquerda, já trabalhou numa repartição pública. Desempregada, vende calcinhas para as amigas, para ajudar nas contas da casa do Grajaú, na Zona Norte do Rio. Figuras típicas de uma classe média que acabou.

Há outros personagens importantes. Jurema, mãe de Aparecida, é cartomante-vidente; diz que incorpora a pombajira Maria Padilha, e, na casa do Andaraí, na Zona Norte, joga búzios para suas clientes da Zona Sul. Sente-se uma charlatã no ofício, mas vai em frente. Temos também Flávio, filho de Jurema, irmão de Aparecida. Aos 30 anos, professor de Português em escolas secundárias, nao se decide entre dois papeis, quanto ao sexo. Dá a impressão de pensar que a vida sexual independe de gênero. Este elenco é completado por Emily, uma gata vira-lata, de “perfil egípcio”, do casal do Grajaú. Que recebe encarnações vindas do passado distante.

A narrativa gira ao redor de Otávio, que tem o dom da ubiquidade. Pode estar, ao mesmo tempo, em casa e em Benares, na Índia; no trabalho e em Rano, na Indonésia. Seu duplo transporta-se com facilidade para outros tempos e para outras épocas. O narrador explica: “a chave do mistério foi acionada novamente, e vai abrir mil portas, algumas pesadas.” O leitor aprende: “O dom da ubiquidade tem vantagens e desvantagens. (... ) No início assusta, sobretudo nas passagens de um tempo para outro (...) Depois o ubíquo se acostuma. Apenas salta de paraquedas, e cai noutra vida.”

As viagens astrais de Otávio se concentram em duas Emilies: a inglesa Brontë ( 18181848), autora de “O morro dos ventos uivantes”; e a poeta americana Dickinson ( 18301886). Fazem um trio com a gata Emily. O livro narra, com delicadeza, fatos da vida atormentada das duas escritoras, em seus encontros com Otávio, durante as viagens astrais.

Na trama, os mortos e os não-nascidos (há uma filha de Otávio e Aparecida, Clara, neste estado) convivem com naturalidade. Perto do desfecho, que mudará a vida de todos, Aparecida diz não acreditar “nas babaquices de astral e sobrenatural” de Otávio. O narrador sai em defesa de seu personagem: “o sobrenatural é apenas o natural revelado”. Lembremos nós, aqui nesta resenha, de Machado, no espantoso “Memorial de Aires”: “Tudo é possível; neste e nos outros mundos”.

Nesta clave, em que nunca se sabe onde começa a realidade, e onde termina a fantasia; o que é real e o que é imaginário; sem unidade temporal e espacial; entrelaçam-se, de forma menos ou mais dramática, o destino dos personagens, amorosamente criados por Elias Fajardo.

Como numa peça musical, a veloz coda, que precede as cenas finais, muda de tonalidade e de andamento. O ritmo agora é suave, pastoral. Num clima sereno, num jardim, uma fada aparece diante de Otávio. Uma epifania. Não vou revelar o que acontece. Melhor que leiam.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Augusto em Cord'Eu

No próximo dia 12 de novembro, no auditório do CEFET - Leopoldina, teremos a apresentação do Grupo Teatral Seiva de Luz, como parte das Homenagens pelo Centenário de Morte de Augusto dos Anjos. Segundo a diretora do grupo, Maria José de Souza Salles:


"O Grupo Teatral Seiva de Luz, fundado em Setembro do ano 2000, desde então mantém atividades culturais e sociais ininterruptas na nossa cidade e região. Tem no seu repertório tanto peças infantis, quanto de temáticas variadas, visando sempre o conteúdo educativo.
Com mais de vinte peças montadas e encenadas, de autoria própria e de autores conhecidos e celebrados como Maria Clara Machado, participa de eventos culturais em cidades vizinhas e em espaços culturais da cidade como a Casa de leitura Lya Botelho, CEFET no Festival de Cultura, Centro Cultural Humberto Mauro em Cataguases.
Nesta montagem da peça “Augusto em Cord’EU”, o Grupo faz uma viagem lúdica pelo mundo do artista com seus questionamentos e conflitos, vivendo da arte num mundo ainda tão materialista, intercalando as cenas com poemas de Augusto dos Anjos e procurando contar a trajetória do mordomo de Augusto em Leopoldina na figura simbólica de Dionísio, o personagem da peça que representa o artista na busca das suas origens, na vivência do seu ideal.
Nesta data tão significativa para todos que admiramos Augusto dos Anjos, no centenário do seu falecimento em terras de Leopoldina, agradecemos à Academia Leopoldinense de Letras pela oportunidade de prestar esta tão merecida homenagem.
Neste trabalho o Grupo reuniu artistas da nossa terra que graciosamente estão doando o seu tempo e talento na montagem deste trabalho".
A Academia Leopoldinense de Letras e Artes tem o prazer de convidar a todos para assistirem a apresentação no dia 12 de novembro, às 19:30, na rua José Peres, 558, auditório do CEFET Leopoldina.