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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Sarau Literário de Setembro

Primavera com arte. Primavera com Poesia, Primavera com Música. Primavera dos Museus.
No próximo sábado, dia 22 de setembro, teremos o nosso Sarau Literário no Museu Espaço dos Anjos, de 10 às 12 horas.
Durante o evento, o acadêmico Elias Fajardo autografará seu mais novo livro: "por assim dizer".
Contamos com sua presença!

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Lançamento: por assim dizer

No próximo dia 22 de setembro, durante nosso tradicional Sarau Literário, o acadêmico Elias Fajardo autografará seu último livro.
Contamos com sua presença no Museu Espaço dos Anjos

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Luiz Raphael, o mordomo de Augusto

Luiz Raphael foi artista visual, professor, animador cultural, pesquisador, carnavalesco e, acima de tudo, um grande batalhador pela cultura na nossa região.

Na casa onde viveu e morreu o poeta Augusto dos Anjos, criou o Espaço dos Anjos, uma escola livre de desenho e pintura. Durante 25 anos – sem nenhuma ajuda oficial – manteve o Espaço dos Anjos aberto e se tornou um guardião da obra do poeta paraibano e também do passado e do presente de Leopoldina, projetando a cidade nacionalmente. Ele pertenceu profundamente à sua terra e foi também, pela sua abertura de idéias, um cidadão do mundo.

Durante décadas, com paciência, sensibilidade e pincéis pequenos, captou a alma da cidade e reconstruiu lugares que muitas vezes já desapareceram, mas que sobrevivem na nossa lembrança. Diante de sua pintura, sentimo-nos como se Raphael nos pegasse pela mão e nos levasse a percorrer e a apreciar casas, becos, esquinas, praças, jardins, quebradas, climas e sentimentos banhados de uma luz brilhante e calorosa.
Do acadêmico Elias Fajardo 
pela passagem do 11º aniversário de morte de seu patrono. 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Viagem ao Reino das Palavras e Imagens


O acadêmico Elias Fajardo convida:

Estação das Letras

24 de agosto de 2018 às 18h

Rua Marquês de Abrantes, 177/107, Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

A poesia é fluida como um voo de pássaro e concreta como uma casa, nos dá acesso a novas e inesperadas dimensões. O segundo livro de poemas de Elias Fajardo, com desenhos do autor, trabalha os meandros da linguagem, as alegrias e os embates amorosos, as cores mineiras da infância, a natureza sempre presente, os textos curtos, as torrentes e o aconchego do inverno.

A tentativa de expressar com palavras aquilo que se experimenta na ausência delas leva ao uso de versos livres. O autor apenas sugere, procura sair de cena para que as coisas falem por si mesmas, soprando “como plumas ao vento os pensamentos.”

O título “por assim dizer” aposta na simplicidade como uma bússola que aponta para o sentimento, o pensamento e a delicadeza. A obra está sendo editada pela 7Letras.

Jornalista desde 1968, escritor, roteirista e artista visual, Elias Fajardo tem trabalhado em mídia impressa,TV e rádio. São 15 livros publicados e o romance “Belo como um abismo” foi finalista do Prêmio Jabuti 2015. Tem realizado oficinas de contos e romances na Estação das Letras, no Rio.

O lançamento tem participação das alunas Ione Matos e Diana Ferreira na leitura de poemas.

Brevemente haverá sessão de autógrafos em Leopoldina, MG.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Exposição Viva Leopoldina!


A Academia Leopoldinense de Letras e Artes, a Prefeitura Municipal de Leopoldina e a editora 7Letras convidam para o lançamento do livro 

poemas do vai e vem

de Elias Fajardo, no próximo dia 1 de julho, às 20:30 hs, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira. Na oportunidade será inaugurada a exposição de pinturas do autor, intitulada

Viva Leopoldina!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Belo como um abismo


A Academia Leopoldinense de Letras e Artes cumprimenta o acadêmico Elias Fajardo pela seleção de seu romance "Belo como um abismo" como finalista para o Prêmio Jabuti 2015.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

O passado de Tebas e Leopoldina

No próximo dia 19 de junho, às 15 horas, a Escola Estadual Justiniano Fonseca, em Tebas, receberá o acadêmico Elias Fajardo para uma palestra baseada no livro Alto Sereno, de Luiz Rousseau Botelho.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dois memorialistas: Ferreira de Rezende e Luiz Rousseau

Francisco de Paula Ferreira de Rezende e Luiz Rousseau Botelho incluíram Leopoldina em seus livros de memórias que serão comentados hoje, a partir das 19:30, no auditório do CEFET, como parte da programação da Semana da ALLA.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Agenda da Semana

No dia 24 de abril de 2008 aconteceu a posse dos membros fundadores da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, criada em 13 de fevereiro daquele ano. A Semana da ALLA foi criada para marcar o aniversário que este ano será comemorado entre os dias 22 e 24, no auditório do CEFET, sempre começando às 19:30 horas.

Na quarta-feira, dia 22, teremos programa duplo. Miguel Torga, o poeta português que estudou no Ginásio Leopoldinense, patrono da Cadeira número 2, será revisitado pelos acadêmicos Gloria Barroso e José Gabriel. Serginho do Rock, músico leopoldinense que elegeu a cidade como tema de sua obra, patrono da Cadeira número 9, será relembrado pela acadêmica Maria José Meneghite.

Na quinta-feira, dia 23, o acadêmico e pediatra Dr. Antônio Márcio Junqueira Lisboa abordará A "Importância da Família na Educação das Crianças". O coral de alunos da escola Conhecer fará a abertura da noite.

Na sexta-feira, dia 24, outro programa duplo. O acadêmico José Luiz Machado Rodrigues falará sobre o jurista e memorialista Francisco de Paula Ferreira de Rezende, patrono da Cadeira número 11, autor do livro Minhas Recordações em que cita o período que viveu no município. Já o acadêmico Elias Fajardo da Fonseca virá realimentar nossa memória em torno do livro Alto Sereno, do leopoldinense Luiz Rousseau, "um livro para não esquecer".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Fanzine, Música e Lançamento de Livro no Museu Espaço dos Anjos

As atividades do dia 31 de outubro começaram à tarde, com uma Oficina de Fanzine em que os participantes foram estimulados à produção com o tema Augusto dos Anjos. À noite, após a apresentação musical do Grupo Antique, foi a vez do acadêmico Elias Fajardo participar das homenagens através do lançamento de seu último livro - Belo com o Abismo.

Ao apresentar-se, Elias mencionou algumas passagens da trajetória de Luiz Raphael e seu profundo vínculo com Augusto dos Anjos.

Alguns trechos da fala do acadêmico:

Um dos apelidos de Luiz Raphael era justamente “o mordomo de Augusto”. Isto reflete o grande interesse que ele tinha pela obra e pela pessoa do poeta Augusto dos Anjos.
[...]
Depois de viver 9 anos no Rio, Luiz Raphael voltou para Leopoldina em 1972. Eram tempos difíceis aqueles, de ditadura militar e poucas perspectivas para o país. Mas ele resolveu transformar o limão numa limonada. Seu amor por esta cidade era tamanho que ele foi fundo na pintura, reconstituindo uma Leopoldina mais gentil e mais bela do que a que temos hoje.
[...]
Em 1983, criou o Espaço dos Anjos, nesta casa. E foi se tornando aos poucos uma figura ímpar, um centro de referência na memória e na vida cultural de Leopoldina. Ele escolheu a dedo esta casa para alugar, pois nele viveu e morreu o poeta paraibano, cujo centenário de morte se comemora este ano com justas homenagens. Por isto louvo esta iniciativa de louvar também o Raphael, cujo trabalho de formiguinha foi tão importante para que esta cidade não se esqueça do que ela foi e do que ela é. 
[...]
A memória às vezes nos prega peças: ela pode nos fazer recordar bons e maus momentos e situações, mas pode também nos levar a esquecer. Daí meu apelo a todos vocês: não esqueçamos o Raphael e a sua dedicação à cultura e à vida social desta cidade. Se hoje estamos aqui neste centro cultural tão bem cuidado e que é uma referência na memória local, isto se deve ao trabalho pioneiro do Fael ou Izo, como era também chamado.
[...]
Lá estava ele: em festas de debutantes, decorando a cidade para o carnaval, pintando por encomenda as casas de muitos dos habitantes desta cidade, animando eventos escolares, fazendo piqueniques com os amigos na cachoeira de Piacatuba, desenhando e dando aula, comemorando a chegada da Primavera (nunca conheci ninguém, a não ser ele, que comemorasse a primavera). Se alguém quisesse se informar sobre o passado da cidade e da região, tinha um endereço certo no Espaço e nele uma figura sempre disposta a ajudar: o Raphael.
[...]
Neste momento em que sua memória, de alguma maneira, está sendo esquecida, pois “tudo passa, tudo finda, da dor mais forte à ilusão mais linda”, cabe a nós lembrar seu trabalho de décadas, muito pouco remunerado e muito valorizado por quem o conheceu de perto e por quem aprecia, como nós, esta cidade.


 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

31 de outubro no Museu Espaço dos Anjos

Centenário de Morte de Augusto dos AnjosCom uma programação ampla e variada, o Museu Espaço dos Anjos abre suas portas amanhã, dia 31 de outubro de 2014, para oficina de fanzine, apresentação musical, lançamento do livro Belo como um abismo e da exposição Mago das Cores pelo acadêmico Elias Fajardo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Viagem delicada entre a Fantasia e a Realidade

Com este título saiu a crítica de Ivo Cardoso, no caderno Prosa & Verso do jornal O Globo de 4 de outubro de 2014, sobre o livro Belo como um Abismo, de Elias Fajardo, que será lançado em Leopoldina na próxima sexta-feira, dia 31 de outubro, no Museu Espaço dos Anjos, às 19 horas, como parte das Homenagens pelo Centenário de Morte de Augusto dos Anjos.

Ei-la:

"Há mais coisas entre o Céu e a Terra, Horácio, do que podemos imaginar” (Hamlet. Ato 1, cena 5). “Belo como um abismo”, novo romance de Elias Fajardo, é um sopro de vento fresco, que rompe o ar sufocante que cerca boa parte dos lançamentos recentes de ficção nacional. Deve fazer a alegria dos que amam a narrativa não-realista, em vez de histórias envelhecidas, engessadas.

Os acontecimentos do livro se passam em 1987, a maioria no Rio de Janeiro. Os personagens centrais são Otávio e Aparecida, um casal entrando nos 40 anos, juntos há 15 — agora em estado de desamor. Otávio é bancário, caixa do Banco do Brasil; sonhador, não consegue fechar as contas no fim do expediente. Vive obcecado em escrever um poema definitivo, mas do qual só tem o título — o que dá nome ao romance. Aparecida, ex- militante de esquerda, já trabalhou numa repartição pública. Desempregada, vende calcinhas para as amigas, para ajudar nas contas da casa do Grajaú, na Zona Norte do Rio. Figuras típicas de uma classe média que acabou.

Há outros personagens importantes. Jurema, mãe de Aparecida, é cartomante-vidente; diz que incorpora a pombajira Maria Padilha, e, na casa do Andaraí, na Zona Norte, joga búzios para suas clientes da Zona Sul. Sente-se uma charlatã no ofício, mas vai em frente. Temos também Flávio, filho de Jurema, irmão de Aparecida. Aos 30 anos, professor de Português em escolas secundárias, nao se decide entre dois papeis, quanto ao sexo. Dá a impressão de pensar que a vida sexual independe de gênero. Este elenco é completado por Emily, uma gata vira-lata, de “perfil egípcio”, do casal do Grajaú. Que recebe encarnações vindas do passado distante.

A narrativa gira ao redor de Otávio, que tem o dom da ubiquidade. Pode estar, ao mesmo tempo, em casa e em Benares, na Índia; no trabalho e em Rano, na Indonésia. Seu duplo transporta-se com facilidade para outros tempos e para outras épocas. O narrador explica: “a chave do mistério foi acionada novamente, e vai abrir mil portas, algumas pesadas.” O leitor aprende: “O dom da ubiquidade tem vantagens e desvantagens. (... ) No início assusta, sobretudo nas passagens de um tempo para outro (...) Depois o ubíquo se acostuma. Apenas salta de paraquedas, e cai noutra vida.”

As viagens astrais de Otávio se concentram em duas Emilies: a inglesa Brontë ( 18181848), autora de “O morro dos ventos uivantes”; e a poeta americana Dickinson ( 18301886). Fazem um trio com a gata Emily. O livro narra, com delicadeza, fatos da vida atormentada das duas escritoras, em seus encontros com Otávio, durante as viagens astrais.

Na trama, os mortos e os não-nascidos (há uma filha de Otávio e Aparecida, Clara, neste estado) convivem com naturalidade. Perto do desfecho, que mudará a vida de todos, Aparecida diz não acreditar “nas babaquices de astral e sobrenatural” de Otávio. O narrador sai em defesa de seu personagem: “o sobrenatural é apenas o natural revelado”. Lembremos nós, aqui nesta resenha, de Machado, no espantoso “Memorial de Aires”: “Tudo é possível; neste e nos outros mundos”.

Nesta clave, em que nunca se sabe onde começa a realidade, e onde termina a fantasia; o que é real e o que é imaginário; sem unidade temporal e espacial; entrelaçam-se, de forma menos ou mais dramática, o destino dos personagens, amorosamente criados por Elias Fajardo.

Como numa peça musical, a veloz coda, que precede as cenas finais, muda de tonalidade e de andamento. O ritmo agora é suave, pastoral. Num clima sereno, num jardim, uma fada aparece diante de Otávio. Uma epifania. Não vou revelar o que acontece. Melhor que leiam.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Luiz Raphael: um pintor da memória e da luz

Centenário de Morte de Augusto dos Anjos


No dia 31 de outubro de 2014, o Museu Espaço dos Anjos receberá o acadêmico Elias Fajardo para uma palestra sobre seu grande amigo Luiz Raphael Domingues Rosa, o leopoldinense que durante longos anos manteve o Espaço dos Anjos, na casa onde viveu o poeta paraibano.
Segundo Elias, 

"Luiz Raphael foi artista visual, professor, animador cultural, pesquisador, carnavalesco e, acima de tudo, um grande batalhador pela cultura na nossa região.
[...] Ele pertenceu profundamente à sua terra e foi também, pela sua abertura de idéias, um cidadão do mundo.Durante décadas, com paciência, sensibilidade e pincéis pequenos, captou a alma da cidade e reconstruiu lugares que muitas vezes já desapareceram, mas que sobrevivem na nossa lembrança. Diante de sua pintura, sentimo-nos como se Raphael nos pegasse pela mão e nos levasse a percorrer e a apreciar casas, becos, esquinas, praças, jardins, quebradas, climas e sentimentos banhados de uma luz brilhante e calorosa".
Veja a programação completa das homenagens pelo Centenário de Morte de Augusto dos Anjos aqui.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

quinta-feira, 7 de novembro de 2013