Dia 10 de julho, na Casa de Leitura Lya Botelho, lançamento do último livro de Ronald Alvim
quarta-feira, 2 de julho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Palestra Humanização da Medicina
Dia 9 de junho, no Salão Nobre da Casa de Caridade Leopoldinense,
pelo acadêmico Antônio Márcio Junqueira Lisboa
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Convite para o 5º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo
V
ENCONTRO DE PESQUISADORES DO CAMINHO NOVO
Juiz de Fora – 2014
PROGRAMAÇÃO
Dia
06/06/2014 (sexta – feira) – auditório do
Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora ( Av. Getúlio Vargas,
455 - 4º andar - esquina com Rua Halfeld)
8:30h –
Credenciamento e inscrição (gratuita), sujeitas ao número máximo de
ocupação, no local
9:00h –
Abertura - Luiz Mauro Andrade de Fonseca
9:30h –
Comunicação 01 - Alessandra de Carvalho Germano (Arquivo Permanente/UFJF) -
Arquivos Públicos e sua interação com os pesquisadores
10:00h –
Intervalo
10:30h –
Comunicação 02 - Dr. Geraldo Barroso de Carvalho (Barbacena)
11:00h –
Comunicação 03 - Profa. Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte) - O
universo Urbano e as Estradas Reais e Ferrovias
12:00h –
Intervalo para almoço
14:00h –
Comunicação 04 - Leonardo Bassoli Angelo (Doutorando PPGHis/UFJF) - Indivíduos,
grupos, trajetórias : o Caminho Novo e as elites de Barbacena (1791 - 1831)
14:30h –
Comunicação 05 - Roney Fabiano Alves (Matias Barbosa) - O Caminho Novo entre
Simão Pereira e Matias Barbosa
15:00h –
Comunicação 06 - Profa. Leila Barbosa e Profa. Marisa
Timponi (Juiz de Fora) - A literatura à margem do Caminho Novo
15:30h
– Comunicação 07 - Vanderlei Tomaz (Juiz
de Fora) - Olhar de Pedra
16:00h -
Intervalo
16:30h –
Comunicação 08 - Nilza Cantoni
(Leopoldina) - Caminho do Cantagalo e Joana Capella (Cataguases) -
Estrada Presídio-Campos
17:00h –
Comunicação 09 - Prof. Vanda Arantes do Vale (UFJF - Juiz de Fora) - Caminho
Novo: arquitetura de ocupação
18:00h -
Encerramento
Jantar de
Confraternização (por adesão) - Restaurante Diamantina (Rua Floriano Peixoto,
entre a rua Santo Antonio e Av Rio Branco)
Participação
da Livraria Quarup
Durante o
evento, os autores de livros poderão comercializar suas obras através de venda
ou trocas
Dia
07/06/2014 (sábado)
9:00h -
Passeio cultural - pontos do Caminho Novo em Juiz de Fora
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Concurso Literário: primeira colocada
Meu Testamento de Vida ou de Morte
Nasci em 1813, em um lugar de belas montanhas e de clima agradável. Para meu surgimento, tive a contribuição dos meus filhos legítimos, os índios Purís, que habitavam estas matas. Eu não tinha nome e nem era conhecida, mas mesmo assim eles me amavam e me respeitavam como eu era. Com a chegada dos que se achavam meus donos, mataram meus filhos por interesses mesquinhos e fúteis, cortaram minhas matas, moldaram-me e dominaram-me.Fui crescendo e meus novos filhos adotivos me deram o nome de São Sebastião do Feijão Cru. Nome de santo era muito comum. Não me importei. Também me apelidaram por causa de um incidente culinário causado pelos tropeiros, mas emendar o apelido ao nome do santo!?! Relevei.Mais tarde, para homenagear a segunda filha do Imperador D. Pedro II, a princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, fui chamada de Leopoldina. Antes eu era homem e agora sou mulher? Pelo menos esse nome é melhor. Se fosse em época atual e de carnaval, minha marchinha seria “Maria sapatão, sapatão, sapatão, de dia é Leopoldina, de noite é Sebastião!”Minha importância foi aumentando. Ter a segunda maior população de escravos da província de Minas Gerais não foi motivo de orgulho para mim. Esses filhos, que aqui chegaram de maneira forçada, marcaram profundamente a minha história, a minha cultura e longos anos de minha vida, que jamais serão esquecidos, pelo menos por mim.Com a chegada da abolição, pude compartilhar da alegria pela liberdade de meus filhos, que dançavam e cantavam celebrando uma nova vida, uma nova história e uma nova esperança.Logo em seguida, recebi novos filhos, de terras distantes, que vieram trabalhar com o cultivo do café, embalados pelas histórias que eles ouviam sobre mim. Cortaram-me com estradas e uma importante linha férrea, com a intenção de me ligar a outras regiões.Represaram minhas águas, construindo uma usina hidrelétrica, que abriu caminho para o que chamam de modernidade e inovações tecnológicas. Era o início do tal progresso. Com isso, recebi mais filhos adotivos que desejavam construir uma vida comigo ou desfrutar do que eu oferecia de melhor: educação e cultura.Modéstia à parte, tive muitos filhos ilustres e inteligentes, como Clóvis Salgado, Augusto dos Anjos, Miguel Torga e Funchal Garcia, que marcaram grande presença em minha vida. Como citar nomes de filhos causa ciúme entre eles, vou parar por aqui, já que amo todos igualmente. O importante é que a minha forma de educar me deu o título de “Athenas da Zona da Mata”.Já cantaram minha beleza, pintaram e representaram sobre mim. Tenho uma catedral divina, lindas praças e escolas. Percebo que a beleza da cultura que represento está estampada na gingada do capoeirista, na coreografia de uma dança, nos versos da folia, no vai e vem da agulha das bordadeiras e no cheirinho da comida mineira, que como essa não há outra igual.Com o passar dos anos, posso dizer que a maioria de meus filhos se esqueceu de mim. Não sou mais valorizada e nem lembrada como era. "De longe seus filhos lhe amam, de perto seus filhos reclamam". É com tristeza no coração que percebo a verdade nos versos do poeta. Fiquei estagnada no tempo, esquecida.Lembra-se do córrego? Aquele que me deu nome... Agora está poluído, sem peixes, puro esgoto. Lembra-se dos meus filhos ilustres? Poucos os conhecem. Lembra-se das praças? Já não são mais as mesmas. Quando cortam minhas árvores centenárias e derrubam meus casarões, parece que meus filhos querem eliminar todas as raízes com o meu passado.Entristece-me ver meus filhos partirem, não há nada que os segure, mas sei que de longe sentem saudades e de perto só enxergam os meus defeitos, que sabe lá quem os criou.Posso dizer que estou doente, em um leito de um hospital que precisa de ajuda também. Quem fez isso comigo? Talvez todos eles. Quem me fez adoecer? Todos? E quem quer lutar para a minha melhora? Ninguém. Ninguém não, já recebi, sim, visitas no hospital, de quem, assim como eu, luta para sobreviver. Quem luta por uma cidade melhor, quem luta para que ainda exista cultura e educação. Ainda bem que esses ainda estão aqui. Quem poderia imaginar? Eu, que quase fui capital de Minas, hoje sofro a indiferença até dos meus filhos. Espero que alguém ainda saiba de minha história, pois, pela minha idade, estou perdendo a memória.Como não posso deixar nenhum bem para meus filhos legítimos, pois, infelizmente, estão mortos, deixo aqui registrado que todo o meu patrimônio histórico, cultural e natural, que ainda me resta, será deixado para os jovens que aqui residem. O meu futuro está na mão de vocês.Espero que vocês ainda me queiram do fundo da alma. Que não me abandonem no escuro e sim que me levem para a luz. Sonho, como toda mãe, com o dia em que todos sintam orgulho por serem meus filhos.
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Crônica vencedora do I Concurso Literário promovido pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes em 2014, em comemoração aos 160 anos de emancipação político-administrativa de Leopoldina. A autora Luisa Arantes é aluna do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Imaculada Conceição, Leopoldina.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Cartas Guardadas, de Maria José Ladeira Garcia
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Maria José Ladeira Garcia
terça-feira, 8 de abril de 2014
Entre Homens e Anjos, de Sandro Aloísio Matilde
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