quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Horas Mortas, 4º lugar do Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

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4º lugar – Poesia

3º lugar – Intérprete

HORAS MORTAS

Autor: Aloísio Ferreira de Araújo (São Paulo/SP)
Pseudônimo: Saturnino Domênico
Intérprete: o autor

Silêncio, sombras vis do meu passado,
Demônios, corpos secos retorcidos,
Que à beira de um sepulcro abandonado,
Padeço, entre soluços e gemidos.

Furor e fé rastejam lado a lado,
Nas gretas dos meus lábios ressequidos,
E aos berros, feito um deus desesperado,
Enterro o mundo todo em meus ouvidos.

Se as horas mortas gemem triunfantes,
Ao som de sinfonia delirantes,
Tomara um novo dia nunca nasça.

Não vale a pena estar e ser no mundo,
Que a morte é o sono eterno mais profundo,
E a vida é o monumento da desgraça.



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